Alguns registos da caminhada matinal de hoje

Esta manhã, embora o Sol tenha entretanto aparecido, o céu não prometia grandes concessões à luz. Havia, porém, entre as nuvens, o mar e a pedra, uma espécie de tranquilidade que não precisa de se explicar. A maré baixa revela aquilo que habitualmente permanece escondido: as rochas, os pequenos espelhos de água e o verde persistente que cresce onde menos se espera.

Caminhar junto ao mar tem a virtude da simplicidade: devolve-nos a escala das coisas e lava-nos a alma. Diante da imensidão da água, dos paredões recortados pela costa e de um horizonte que não pede nada em troca, as urgências do quotidiano parecem, por momentos, menos urgentes.

Às vezes, basta sair, caminhar e olhar com atenção.

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