De volta a casa

É verdade, de volta a casa. O Cesco, pelo menos, parece já ter resolvido a questão com a serenidade prática de quem considera que qualquer regresso deve começar por encontrar um lugar confortável, estender-se e recuperar energias. Talvez tenha razão.

Na segunda-feira, o trabalho recomeça e a rotina volta a pedir lugar. Mas, feito o balanço destas férias, só pode ser positivo. Foram dias cheios, vividos sem pressa e rodeados de família e amigos. Dias de boas conversas, muitas vezes mais longas do que o previsto, de riso — muito riso — e daqueles momentos felizes que não se anunciam, mas que ficam.

Houve tempo para ler, caminhar, avançar com o trabalho da tese, aproveitar a piscina e a praia fluvial ali ao lado de casa. Houve também cinema e séries, vistas ou revistas com a disponibilidade que os dias comuns raramente concedem. E houve, sobretudo, tempo para estar em paz: connosco, com os outros e com um quotidiano mais simples, em que cada coisa encontra o seu tempo.

Agora começa a pequena operação de regresso: desfazer malas, organizar papéis, preparar a semana, voltar a acertar horários. Mas não encaro esse regresso como um fim amargo. Antes pelo contrário, as férias serviram o seu propósito: deram descanso, distância e energia para voltar aos projetos que me esperam com a seriedade e o empenho necessários.

Até lá, aproveita-se o fim de semana. O Cesco já parece ter definido o programa e, aqui entre nós, não está mal pensado.

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