Ossos do Ofício (e Outras Confissões)

Bem, a manhã já sabemos como foi — Xanto, mistérios, Praça 9 de Abril e tudo o resto. Resta então a tarde, e esta, meus amigos, foi de trabalho a sério: mais um subcapítulo da tese fechado, faltam apenas dois para dar por terminado o segundo capítulo. Diria que é caso para continuar, sem espalhafato, é certo, mas estamos no bom caminho.

Os desafios maiores, esses, aguardam-me já depois destas férias, com o regresso ao trabalho e a inevitável pós-graduação que terei de fazer — uma espécie de atualização obrigatória da formação, exigida pelas funções de direção que assumi há uns 8 anos a esta parte. Um semestre inteiro dedicado a isso. Ossos do ofício, decerto, mas também é a vida que escolhi, como tão sabiamente canta o maior poeta contemporâneo da música ligeira nacional, Tony Carreira. Sim, li bem o que escrevi, e não me penitencio — já vos disse que sou fã deste Senhor?!

Mas vamos ao que realmente interessa: o final do dia continua a ser, disparadamente, a melhor parte. Mais uma caminhada, esta com pouco mais de 9 quilómetros, o que eleva a contagem destes 5 dias por aqui para uns respeitáveis 35 quilómetros no total — uma média diária de 7 km, número que, tendo em conta as subidas nada simpáticas destes percursos, considero perfeitamente honroso. Não é propriamente a Odisseia, mas também ninguém me persegue com um ciclope — isto tem piada, confessem lá!

O dia termina, como deve ser, com uns bons mergulhos na piscina de casa e um Gin de receita própria, cujos pormenores exatos guardo apenas para mim e para quem tiver a sorte de mo pedir pessoalmente — porque descontrair, já se sabe, exige rituais bem definidos.

E a noite? Perguntam vocês, sempre tão curiosos, ou não. Ficarei por casa, com um bom livro nas mãos, desta feita da autoria de um verdadeiro especialista em escrita de ação, uma espécie de Robert Louis Stevenson dos nossos tempos: Dan Brown. Desapontados? Pois deixem que vos diga uma coisa: a boa literatura não vive exclusivamente nos clássicos consagrados — vive onde quer que consiga, de facto, prender-nos da primeira à última página. E isso, desculpem-me os mais puristas, o Senhor Dan Brown sabe fazer muito bem.

Se não nos voltarmos a encontrar hoje, por aqui ou na vida real, ficam os votos de uma boa noite e um bom descanso. Até já... 

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