Do Natal e do inexorável correr do tempo... há esperança, e ainda bem!

Mais um ano que se aproxima do fim e parece que ainda ontem começava. Uma constatação dos últimos dez anos, mais ou menos coisa, é que o tempo, no seu inexorável movimento, parece passar à velocidade da luz e com ele leva um conjunto de momentos e pessoas que, assim nos parece, ainda há pouco estavam presentes, mas a verdade é que já fazem parte de um passado, consoante a perspetiva, mais ou menos distante. 

E, repentinamente, estamos no Natal, a época em que celebramos o advento do nascimento de Cristo, o milagre da vida de um Homem, feito divindade e filho primogénito de um Deus maior, enviado ao mundo terreno para expiar os pecados da Humanidade, que, há mais de dois mil anos, marcou a humanidade e influenciou, decisivamente, o curso da sua História - daqui até à Páscoa, a comunidade cristã, independentemente do seu credo católico, protestante, puritano ou outro, celebrará, num espaço de meses, a sua vinda, a vida e a mensagem que nos deixou, e o caminho da sua paixão, esta última, que o levará à expiação, à morte física, à ressurreição e, por fim, à ascenção aos céus para uma vida eterna, que, reza o Novo Testamento, idealmente nos aguarda a todos, enquanto boas almas cristãs - às almas menos boas, já sabemos, aguarda-as o Purgatório, mas esta estória ficará para outras núpcias, por agora.

Devaneios à parte e a título pessoal, este tem sido um ano definidor, muito mudou na minha vida, tanto a nível pessoal como profissional. Mudei de emprego, vi pessoas partirem que achei que nunca seria possível partirem, vi pessoas chegarem que muito me surpreenderam pela positiva e negativa também, e vi expetativas desfeitas em relação a situações mal resolvidas no passado, que, acredito hoje, parecem estar destinadas a resolver-se de vez... e, nestas coisas, o silêncio entre as partes tem em si uma resposta clara e ensurdecedora. Tudo isto, aprendizados importantes e essenciais, numa vida em que o mais importante, pelo menos para mim, é a viagem e não o destino, porque este último, já sabemos, será igual para todos nós.

Mas a cada Natal, vá-se lá saber porquê, a esperança em mim, qual Fénix renascida, reacende, com uma força inexplicável, a centelha de crença na Humanidade e na bondade do próximo que sempre me acompanhou, e espero que nunca deixe de acompanhar. Por isso, é com esperança que olho para o futuro, o meu e o daqueles poucos, é certo, que acolho e fazem parte da minha vida, desejando-lhes a eles e a todos os leitores que por aqui passam um Santo e Feliz Natal. 

Comentários

Mensagens populares