Reencontro(s)



A vida tem destes encantos, pessoas que cruzam o caminho umas das outras e, apesar dos destinos diferentes que seguiram, cerca de 30 anos volvidos, ainda que, nos últimos 15 a 20, com o distanciamento mediado, em alguns casos, pelas plataformas de sociabilidade online, voltam a juntar-se e, como que por magia, parece que o tempo não passou. Por um momento, as conversas, a amizade, que apesar do tempo, permaneceu, e o carinho que guardam uns pelos outros, leva-os de volta às suas origens comuns e, naquele momento, de modo fluído, voltam a ser aqueles jovens estudantes que, quis o destino, se juntaram numa conhecida escola de Lisboa, no início dos anos 90 do século passado, para fazerem juntos o ensino secundário.

O resultado, perguntam vocês (ou não)? Um fantástico jantar de amigos, recheado de calor humano, amizade genuína e muitas, mas mesmo muitas, gargalhadas. 

Numa fase da vida em que, cada vez mais, valorizo a qualidade das relações e fujo da superficialidade, deixo o registo de um reencontro memorável de um grupo de eternos jovens cuja amizade, apesar do inexorável correr do tempo, não perdeu a sua essência verdadeira, ao contrário do que vai acontecendo nestes tempos de relações e sentimentos líquidos, em que se vive para as aparências.

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