Da não pertença...

Para hoje, volto aos tempos de academia e a uma nota, entre tantas outras, a propósito do célebre romance de Fiódor Dostoiévski, Noites Brancas, registada nas margens do caderno que, então, me acompanhava nas aulas da cadeira de Literatura Comparada:

"(...) a não pertença a nenhuma casa é, ao mesmo tempo, uma não pertença a nenhuma família."

Referia-me, à data e naquele contexto, à ideia de estarmos perante um sujeito e um narrador deslocados, uma espécie de estrangeiros/inquilinos em terras/casas estranhas, a que sentiam não pertencer. Mas porquê esta lembrança? Bem, talvez porque há dias assim, em que nos sentimos deslocados nas nossas terras ou casas, como os tais sujeito e narrador de que há pouco vos falava... 


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