Cristianismo 2.0
Sim, em boa verdade, é isto... sobretudo nos tempos que correm, em que, como Fausto, parece que as sociedades coetâneas venderam a alma a um qualquer Mefistófeles, e tudo em troca de uma vida de aparências, no mundo real e no ciberespaço também, em que apresentam aos outros uma ideia de si que não encontra respaldo no real. São tempos em que as próprias religiões/seitas cristãs, estranhamente, parecem esquecer-se da matriz neo-platónica dos textos sagrados que as guiam/orientam e escolhem viver numa espécie de alegoria da Caverna, em que a fé deixa de ser uma experiência pessoal para passar a ser mediada pelo digital, distanciando-se, assim, e cada vez mais, do Verbo que estava lá no princípio.


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