Da intriga e maledicência...
Acordei hoje com um pensamento antigo ainda mais sólido; O “diz que diz” e o “jogo da intriga”, que tantas vezes consegue resultados, raramente nasce da verdade; nasce do pânico.É um medo pequeno, mas persistente — o medo de deixar de ser centro, de perder o foco da luz, de ver o aplauso deslocar-se para outra plateia. No fim, há uma ironia deliciosa: quem tenta empurrar os outros para fora de cena acaba por denunciar que já vive em modo figurante. Porque quem está seguro do seu lugar não precisa de espalhar sombras — limita-se a acender a própria luz.
- Eliana de Almeida Pinto, in LinkedIn.
No fundo, é isto. Também eu, como tantos outros, já fui objeto desse vil jogo da intriga, do "diz que diz" - devo, aliás, partilhar que tal sucedeu, com especial incidência, na última meia dúzia de anos, talvez fruto dos degraus que subi e dos desafios que abracei. Confesso e reconheço que não é fácil, pelo menos no meu caso não o foi. Apesar do tempo e os factos terem estado sempre a meu lado, a verdade é que, pelo caminho, fui percebendo quem era quem, como que num verdadeiro baile de máscaras, em que, uma por uma, todas foram caindo, bem como, com elas, as ilusões que construíra de tantos, noutros tempos, tão próximos de mim.
Seja como for, o que fica, para a minha e, já agora, a vossa reflexão é que, apesar de estas coisas da mentira e da intriga palaciana terem, em regra, "perna curta", não deixam, ainda assim, de impactar negativamente a vida e o mundo daqueles que são apanhados na teia dessa maldade, no seu mais puro estado, perpetrada por quem, por insegurança própria ou qualquer outro vil sentimento, não consegue, talvez pela sua pequenez interior, contemplar a luz do próximo, sem se sentir ofuscado e ferido pela beleza daquela - no fundo, a intriga e a maledicência nascem do pânico da invisibilidade e não da verdade, porque esta é, pelo menos para mim, imutável e una.
No fim do dia, a luz que realmente conta não é a do foco externo, do(s) outro(s), mas a que conseguimos manter acesa dentro de nós.
Fica a reflexão...


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