Sim, dizem...
Dizem que somos o que comemos, assim como dizem por aí que as tuas companhias definem quem és.
Sim, "acreditar" é o verbo onde começa a mudança. Quando acreditas que não mereces melhor, aceitas migalhas. Quando acreditas que “é o que há”, acomodas‑te ao quase ou nada. Mas quando, um dia, decides acreditar que mereces paz, respeito e coerência, o mundo à tua volta não muda por magia – mudas tu, e isso chega para que muita coisa deixe de caber na tua vida. A crença certa é como aquelas lentes novas: de repente vês o que sempre lá esteve, mas agora com outra nitidez e clareza de espírito, também.
Só que acreditar não é acender uma vela e esperar sentado num qualquer sofá, no conforto de casa, à espera que o universo faça o resto. Acreditar implica trabalho, disciplina, quedas, recomeços e, mais importante, conversas difíceis contigo próprio. Acreditar é fazer o que for preciso para estares à altura daquilo que dizes que queres.
No fundo, meu pequeno gafanhoto, não somos apenas o que fazemos, comemos ou com quem andamos. Somos, sobretudo, e ainda bem, aquilo que alimentamos cá dentro, todos os dias – e o nome disso é força de vontade.

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