(re)Encontros...
Como alguém me disse hoje, “o que Paulo, o Apóstolo, procura é não voltar a encontrar‑se com Saulo de Tarso”. Esta frase, caída assim do nada, pode — e compreendo que assim seja — não ressoar com todos. Mas fez todo o sentido para mim.
A frase reflete o profundo impacto da conversão de Saulo de Tarso em Paulo, o Apóstolo, narrada no Novo Testamento: aquele encontro no caminho de Damasco não foi apenas uma mudança de nome, mas uma transformação radical de vida, em que o perseguidor de cristãos dá lugar a um anunciador de Cristo.
Mais do que o milagre em si, esta história leva‑nos para além do óbvio. A partir desse encontro, o que Paulo procura é deixar o passado para trás, renunciar à antiga identidade de perseguição e violência, para se focar na nova missão que nasce desse renascimento: viver uma vida santa, afastada dos ódios antigos, centrada na fé e na transmissão da mensagem que lhe mudou a vida.
“Não voltar a encontrar‑se com Saulo” torna‑se, assim, metáfora de uma mudança contínua: o cristão Paulo, o Apóstolo, a tentar viver segundo o novo homem em que se tornou, o mais longe possível da velha natureza.
Mas porquê este devaneio? Não sei... ou talvez até saiba, mas também não importa agora. Fica a partilha para minha, e vossa, reflexão. Até já...

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