Divagações de meia-idade…

A vida é uma efémera passagem, perdemos tanto tempo com o que não importa, perdidos na mesmice da espuma dos dias, na pequenez dos pequenos e grandes egoísmos, que alimentamos, focados no nosso umbigo… e esquecemo-nos do que realmente importa, i.e. a vida, os sentimentos, o respeito e o amor ao próximo e àqueles que fazem parte de nós, a família que nos é dada, biológica, e aquela que adotamos ao longo da vida, amigos e afins. 

Porquê esta divagação hoje? Bem, talvez seja por ter sabido que hoje mais alguém partiu. Não era dos meus, não estava nas trincheiras da vida comigo, mas fazia parte da vida de alguém que estimo e fazia parte daqueles que estavam nas trincheiras com esse outro ser. E, mais uma vez, fiz o esforço. O esforço de calçar as sandálias do outro, ainda que vestido com a minha pele… e esse exercício, não me faz melhor nem pior do que ninguém, mas lembra-me que também sou humano e que também eu preciso de me focar no que realmente importa, no essencial. 

Fica a divagação… 

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