A decisão (parte 2)

Em algum momento na tua vida terás de tomar uma decisão. No fundo, esta decisão resume-se a optares entre manteres toda a gente à tua volta feliz, correndo o risco, para que isso aconteça, de seres infeliz ou, em alternativa, vais ter de aceitar que a tua felicidade está acima da felicidade de alguns, da maioria ou, até mesmo, de todos, porque tu mereces ser feliz.

E se a escolha que fizeres for a tua felicidade e, por ela, o preço que tiveres de pagar for as pessoas à tua volta não ficarem felizes contigo e/ou deixarem de te acompanhar, então é um preço que é justo ser pago, porque tu tens de gostar mais de ti próprio do que daqueles que te rodeiam, sem exceções, independentemente dos laços e ligações que tenhas seja a quem for.

No fundo, quando tiveres de decidir, escolhe-te sempre a ti!



Chegados a este ponto, poderão sempre questionar onde se encontra a entrada "A decisão (parte1)", mas a verdade é que ela não existiu... enquanto comparatista de formação de base, acredito na intertextualidade dos textos e que estes falam, ou melhor, dialogam, muitas vezes, entre si. É o que sucede com este texto, que, pelo menos, para mim, estabelece um diáologo direto com um conto que li há alguns anos e que partilho aqui:

- Nuno Cunha dos Santos, A Decisão, 2009, in Recanto das Letras.

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